quinta-feira, outubro 18, 2007

Religião e Ciência são inconciliáveis.

Richard Dawkins, biólogo, professor catedrático da Universidade de Oxford.

(Ver críticas ao último livro de Dawkins, "The God delusion"aqui)

4 comentários:

Anônimo disse...

bem a religião e ciência são incompatíveis pois a certas coisas sobre a a religião que a ciência não pode explicar, mas também existe coisas que a ciência comprova que a religião "exagera" como exemplo a virgem que Deus a luz a um bebé todos sabemos que é impossível porque mulher alguma gera um filho sendo virgem, mas não vou discutir sobre isso porque iria levar a muitas questões,mas como podemos acreditar que esse papa falou com Deus? como é que Deus escolhe as pessoas para falar ou comunicar,eu nem vou dizer se sou a favor ou contra, mas uma coisas tenho a certeza, nós humanos refugiamos nos na fé pois achamos que deus vai nos ajudar que deus é o homem bondoso?, mas e quando a vida nos corre mal? deus está a castigar nos? que eu saiba deus nas ajuda nem nos castiga as nossas acções e que fazem com que nos aconteças coisas boas ou más dependendo da escolha que fizemos, para mim nós seres humanos utilizamos fé como um campo de refugiados, que quando precisamos vamos "lá" encontrar e acreditar.
Albertina coelho

Alexandre Poço disse...

Após ter visto o vídeo de Richard Dawkins e ter lido, em alguns sites, como por exemplo, o local que vocês sugerem no final do post, questionei-me acerca do que nos é transmitido, isto é, Dawkins, na minha opinião, além de ser ateu é também um "anti-Igreja Católica", incluindo apenas o exemplo dos muçulmanos no seu documentário para aliviar o seu tom de critíca à Igreja do Vaticano, algo que considero errado, pois quando se está a refutar uma teoria, é necessário dar diversos exemplos para credibilizar a nossa hipótese.
O Homem quando deixa de acreditar em nada, passa a ser um simples organismo biológico que vagueia pelo mundo. É certo que a Ciência vai testando certas teorias e modelos e acerca de muitos deles conclui que estão errados, mas e contrariando Dawkins, que diz que certas ideias "descabidas" apenas vao sendo aceites devido ao tempo, também as teorias científicas demoram algum tempo a incorporar numa sociedade. Quanto à Igreja Católica, esta tenta como quase todas as outras, ser um local de culto, de devoção, a Igreja não é um laboratório bioquímico, nao necessita de provar aquilo que afirma como a Biologia ou a Física, mas sim de tentar com base em exemplos, como os milagres e histórias fascinantes atrair crentes e fazer com que as pessoas se libertem do mundo envolvente e entrem num mundo mais particular, o da fé.
Resumindo, e contrariando a noção de Dawkins, de que apenas nos devemos guiar por aquilo que é experimentalmente provado, penso que abandonar as crenças, e particularmente as religiosas, é tornar-se um "vagabundo" sem casa para se refugiar em tempos de tempestade.

Cumprimentos

Alexandre Poço

Frederico Jesus disse...

Bem caro Alexandre, permite-me como sempre discordar de ti.
Bom quando tu dizes aligeirando a critica ao Vaticano?! nao percebo o teu ponto, achas que este nao merece ser criticado?! o Vaticano mais que todas as organizaçoes religiosas merece ser criticada pois foge a tudo o que sao os seus principios basicos!
Quando eles deviam defender os crentes em Africa, preferem comprar roupas com ornamentos de ouro em vez de doar para uma causa....escolhida ao acaso...a fome!
Depois diz NAO ao uso do preservativo quando sabe que existem imensas doenças fatais sexualmente transmissiveis.
Isto para mim nao e uma instituiçao religiosa isto para mim e uma instituiçao de sacriicio em prol duma verdade que nao pode ser provada. Ligando a esta ultima frase dizes que a igreja nao tem de provar nada e eu digo Tem e muito pois acho que ninguem gosta de ser manipulado e a igreja faz-vos viver numa manipulaçao constante. Obrigando-vos a ter a tal fé cristã(que é a mascara do fanatismo)fanaticos e o que les pedem nao crentes.
Tambem tenho fé acho que todos precisamos, mas ao cairmos no fanatismo e como nos demitissemos de pensar e nós seres racionais detentores de razao e capacidades cognitivas nao nos podemos dar a esse luxo de deixar os outros pensarem por nos. Como tu dizes ficamos no controlo dos iluminados.
Se queres que te diga preferia ter um planeta de Iluminados do que um planeta de Obscurecidos.
Refutando a tua frase acho que abandonar as crenças nao e tornar-nos vagabundos mas sim livres. Ja reparaste a igreja quer-vos a imagem de Deus mas nos fomos feitos para sermos diferentes d'ELE pois ele nao tem a capacidade de ser livre, pois esta preso na omnipotencia e omnipresença, nos nao, consegui-mos fazer qualquer coisa, quebrar a leis da fisica, quimica, matematicas, linguisticas,biologicas, geologicas... Nos somos O ser que ele nao é. SOMOS LIVRES

Cumprimentos Alexandre(Grande Amigo) e Cumprimentos Profª Helena e Profº carlos

Afonso Carrêlo disse...

olá stora
bom venho expressar a minha opinião.
E penso que é verdade que um cientista tem que ser céptico e questionar o que lhe rodeia e que na religião muitas das crenças não testadas se tornam em verdades inabaláveis, sendo esse um dos grandes problemas da religião, pois não só não há muitas provas, como as poucas que há são vedadas pelas autoridades religiosas do vaticano, porque não seria engraçado, por exemplo, saber-se que o sangue do Santo Sudário fosse sangue de uma mulher ou de alguém que tenha vivido muitos anos após a morte de Cristo, sendo que isso iria abalar um pouco a fé de alguns crentes.
Sinceramente, eu penso que (tentando abalar um pouco a fé dos crentes) a fé cristã, a cima de todas as outras, deve de ser a fé com mais inconsistências, sendo ela própria uma GRANDE imitação de religiões mais antigas, como por exemplo as aureolas dos anjos eram usadas pelos egipcios para representar a pureza dos seus Deuses, a santissima trindade era algo utilizada nas religiões:
-egipcias: para demonstrarem os deuses principais do panteão,
-hindus: para demonstrarem os ciclos de nascimento, crescimento e destruição.
, e até o próprio Lúcifer que era um Deus conceituado da antiga religião grega e romana, sendo um guia para os marinheiros, que era representado pelo estrela polar( se não me engano) e que foi ostracizado e tornado num principe dos Infernos, e a maioria dos demónios da Cristandade foram, nos tempos da antiguidade, considerados deuses. Outro exemplo, como sendo Astaroth, que era (se não me engano(outra vez)) uma das encarnações de Marduk, deus da Babilónia, que também foi "despromovido" a demónio.
Logo, eu não seguiria a doutrina cristã.
Concordo com o Senhor Alexandre Poço no qual expressou a sua opinião de que "O Homem quando deixa de acreditar em nada, passa a ser um simples organismo biológico que vagueia pelo mundo.", sendo que é verdade que o ser humano necessita de se apoiar em algo, quando a ciência não consegue resolver, e aí o ser humano refugia-se da religião, possivelmente Richard Dawkins pode não acreditar em Deus, sendo ele o maior ateu à face da Terra, mas deve de ter as suas crenças, pois ele é um ser humano e tal como ser humano teve de acreditar em algo, mas o problema não é no acreditar é no provar que assim seja; e nisso a Igreja Católica é eximia a não conseguir provar nada.
Discordo com o Senhor Alexandre Poço neste ponto: "a Igreja não é um laboratório bioquímico, nao necessita de provar aquilo que afirma como a Biologia ou a Física", pois se não necessita de provar aquilo que diz então estamos a seguir algo no qual não há provas, no qual não há bases consistentes, pelo menos no século XXI, pois as pessoas têm mais que fazer do que estar de joelhos em frente a um senhor crucificado a pedir perdão e ajuda, para isso deveriamos pedir perdão a quem magoamos e ajuda a quem nos possa ajudar em vez de ficarmos a algo no qual não existão bases consistentes.
Já agora, se o senhor Deus é um ser tão perfeito porque razão é que nos criou tão imperfeitos. Será que foi para se chatear um pouco na sua aborrecida infinitude?
Ou para nos chatear a nós com os seus designios misteriosos?


P.S. O doutor Richard Dawkins é um senhor muito culto e informado, mas penso, também, que seja um homen que não tenha mais nada que fazer, pois a religião católica está tão enraizada nas pessoas que ele não a irá mudar por mais argumentos que tenha.