Tarde no Centro Olga Cadaval, para ver uma exposição de uma antiga aluna, Nadya Ismail. Trabalha sobre a fotografia, usa a tela em branco como cor ou contraste, utiliza muito pouca cor, persegue, encantada a luz e a sombra, um jogo onde vislumbramos a efemeridade dos corpos, o seu aparecimento fugaz, as suas ausências e o rasto de luz que nos deixam. Há um universo feminino na escolha da casa, no carinho pelos objetos quatidianos mas, simultaneamente, uma necessidade de fuga, uma espécie de enclausuramento que emana, um compasso de espera antes da saída, um estalar de dedos, a eminência de que algo está verdadeiramente para acontecer, espera-se, mas ainda não aconteceu.
Como a Nadya se inspira em Rilke, selecionei um poema:

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