quinta-feira, fevereiro 14, 2008

A dignidade como princípio da moral.


Kandinsky, Composição 4

No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade.
O que se relaciona com as inclinações e necessidades gerais do homem tem um preço venal; aquilo que, mesmo sem pressupor uma necessidade, é conforme a um certo gosto, isto é a uma satisfação no jogo livre e sem finalidade das nossas faculdades anímicas, tem um preço de afeição ou de sentimento; aquilo porém que constitui a condição graças à qual qualquer coisa pode ser um fim em si mesma, não tem apenas um valor relativo, isto é um preço, mas um valor íntimo, isto é dignidade.
Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins. portanto a moralidade, e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade. A destreza e a diligência no trabalho têm um preço venal; a argúcia de espírito, a imaginação viva e as fantasias têm um preço de sentimento; pelo contrário, a lealdade nas promessas, o bem querer fundado em princípios ( e não no instinto) têm um valor íntimo.


Immanuel Kant, Fundamentação da Metafísica dos costumes, Ed.70, Lx, 1997

12 comentários:

Anônimo disse...

Na "Fundamentação da metafísica dos costumes", Kant buscou demonstrar que a dignidade da pessoa humana adviria da soma da autonomia do ente racional para a formulação de princípios morais universais, com o facto de o ser humano não ter preço, eis que deve existir enquanto fim em si mesmo e jamais como instrumento para a satisfação dos interesses.


Camila Tuler, nº1 10ºD1

Anônimo disse...

"(...)a moralidade, e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade."- tese

"No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade. (...)Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins."- argumentos


Patrícia Gonçlves nº24 10ªB

Anônimo disse...

Tese 1: Quando não há preço que chegue para uma "coisa", então essa "coisa" tem dignidade.
Tese 2: A moralidade e a humanidade são as únicas coisa que possuem dignidade.
Argumento 1: o que está relacionado com os gostos humanos, mesmo que não sejam estritamente necessários para a sua sobrevivência, possui um preço. tudo acima de isso tem dignidade.
Argumento 2: A moralidade e a humanidade (enquanto moralidade) são as únicas coisas que podem ter um fim em si mesmas.


Miguel Santos, Nº22 10ºB

Carlos Marques e Helena Serrão disse...

Camila: essa ideia do homem ser um fim em si e como tal ter dignidade porque tem a capacidade de legislar sem querer oter qualquer satisfação material com essa lei.exacto.boa avaliação.

Patrícia: O argumento principal dessa tese é o que segue(...) ora a moralidade...
A tese está correcta, argumento deveria ser seleccionado.(parte correcta, parte desnecessária)
Obrigada pela participação.

Miguel: Correcto, excepto o argumento 2 que está incompleto, falta-lhe uma justificação: porque o ser racional faz as suas leis sem qualquer finalidade, isto é sem querer com ela obter qualquer outra coisa senão a obediência à lei e aos valores morais, logo o ser moral não tem preço, mas dignidade(tese).
Obrigada pela participação.

Anônimo disse...

Argumentos:«No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade.»

Tese:«(...) a moralidade, e a humanidade são as únicas coisas que têm dignidade.»

Daniela Francisco nº6 10ºB

Anônimo disse...

Tese 1: “(…) a condição graças à qual qualquer coisa pode ser um fim em si mesma, não tem apenas um valor relativo, isto é um preço, mas um valor íntimo, isto é dignidade.”
Tese 2: “(…) portanto a moralidade, e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade.”

Argumentos 1: “O que se relaciona com as inclinações e necessidades gerais do homem tem um preço venal; aquilo que, mesmo sem pressupor uma necessidade, é conforme a um certo gosto, isto é a uma satisfação no jogo livre e sem finalidade das nossas faculdades anímicas, tem um preço de afeição ou de sentimento.”
Argumentos 2: “Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins (…)”

Diogo Mendonça, nº7, 10ºB

Anônimo disse...

Tese 1: 'Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade.'

Tese 2: '...a moralidade, e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade.'

Argumento 1:
Está tudo relacionado com os gostos pessoais. A Afectividade que os donos dessas coisas exercem sobre elas. Logo, quando dizemos que algo não tem preço, estamos a referir-nos a dinheiro, pois essa coisa tem um valor sentimental.

Argumento 2:
A moralidade e a humanidade não têm preço mas sim dignidade porque apesar de existirem leis para os indívidos cumprirem, só depende destes para estas sejam cumpridas.

Mariana Espírito Santo, nº21 10ºB

Anônimo disse...

tese 1: "No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade"

argumento 1: qualquer coisa tem um preço, isto é, pode arranjar um substituto, mas aquelas coisas que têm um valor sentimental ou afectivo e que, por tanto, não podem ser substituídas, são dotadas de dignidade.

tese 2: A Moralidade e a Humanidade (enquanto for dotada de moralidade) as únicas coisas que têm dignidade.

Argumento 2: No mundo dos fins, apenas os seres que que são racionais podem ser membro dos legisladores deste reino. Apenas o que é o bem-querer fundado em princípios, proveniente de racionalidade e de ética e moral, tem um valor íntimo logo não pode ser substituido por qualquer outra coisa, tem dignidade. apenas os homens dotados de moralidade possuem dignidade.

João Macara 10ºB nº15

Maria Sequeira disse...

Tese - "(...)Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade.(...)Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins."

Maria Sequeira nº19 10ºB

Anônimo disse...

Tese1:

No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade.

Argumento1:

Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade.


Tese2:

(...) a moralidade, e a humanidade enquanto capaz de moralidade, são as únicas coisas que têm dignidade.

Argumento2:

Ora a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins.

Sara Crucho 10ºB nº28

Anônimo disse...

Tese 1: Quando não há preço que chegue para umas "coisas", então essas "coisas" tem as suas dignidades.

Tese 2: A moralidade e a humanidade são as únicas coisa que possuem dignidade.

Argumento 1: o que está relacionado com os gostos humanos, mesmo que não sejam estritamente necessários para a sua sobrevivência e possui um preço. E tudo a cima de isto tem a sua dignidade.

Hugo Almeida Nº12 10ºB

Anônimo disse...

Stora esqueci-me do argumento 2.
Mas aqui vai :
Argumento 2 : A moralidade nem a humanidade não têm preço mas a dignidade tem porque apesar de existirem algumas leis para os seres humanos cumprirem, só depende destes para estas sejam cumpridas.

Hugo Almeida Nº12 10ºB