sábado, setembro 29, 2018
O que é a Filosofia? 3 respostas
segunda-feira, setembro 17, 2018
sexta-feira, julho 27, 2018
Sobre a piedade
Condorcet, Cinq mémoires sur l’instruction publique (1791) p. 59
Tradução Helena Serrão
sexta-feira, julho 20, 2018
quinta-feira, julho 19, 2018
As aprendizagens essenciais
Chamam-lhe "As aprendizagens essenciais da Filosofia" A sociedade Portuguesa de Filosofia organizou e escolheu, penso eu, e os professores que o fizeram penso que são do conhecimento de todos. O que eu acho, é a minha opinião de professora com 30 anos de ensino, é que esses professores têm todos a mesma filiação analítica, não espelham a diversidade pedagógica da Filosofia e estão a confinar a Filosofia a um feudo demasiado restrito e redutor que não é de todo interessante ou formador para os alunos. De facto, a Lógica e a análise das proposições, não são o instrumento essencial e único da Filosofia, nem é correto reduzir os conteúdos a uma forma de teoria/argumento/objeção; a História é tão fundamental como a Lógica, ou a Hermenêutica, a Fenomenologia ou a Filologia. Este programa faz de conta que essas áreas de análise não existem, passa uma esponja e formata, isto é, faz o contrário do que deve ser uma abordagem ao pensamento filosófico. Não estou sozinha neste meu credo, mas não percebo porque não se discute de forma ampla estes assuntos e se apresenta um novo programa deste modo.
Helena Serrão
segunda-feira, julho 16, 2018
terça-feira, julho 10, 2018
Radicalismos 5
Santo Agostinho, A cidade de Deus, Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian, Livro I, p.185
Tradução Dias Pereira
Ora Agostinho considera o Teatro perverso, ora ele é realizado a pedido e como oferenda a uma divindade, logo, a divindade é perversa. Aqui há um juízo de valor que se fundamenta numa crença prévia. O teatro é perverso porquê? Porque não é uma oferenda ao Deus Único? Porque não tem como fim a sua exaltação?
sexta-feira, junho 29, 2018
Erros do exame de Filosofia
7. O caso seguinte serve para testar a teoria da justiça de Rawls.
Um indivíduo sofre de graves deficiências mentais, e um outro tem um grande talento matemático.
Estando satisfeitas as necessidades materiais de ambos, a sociedade dispõe de recursos adicionais que
permitem ajudar apenas um deles. Desse modo, ou o indivíduo com graves deficiências mentais terá um
apoio educativo suplementar, que não irá melhorar significativamente a sua vida, ou será proporcionada
uma educação superior ao indivíduo com talento matemático, que dela retirará a grande satisfação de
desenvolver todas as suas potencialidades nesse domínio.
Quem, contra Rawls, defender a opção de ajudar o indivíduo com talento matemático estará a pôr em
causa
(A) a existência de bens sociais primários.
(B) o dever de imparcialidade.
(C) o princípio da diferença.
(D) o princípio da igualdade de oportunidades.
A resposta correta seria, de acordo com os critérios oficiais, a C. Considero que essa resposta não é satisfatória de acordo com o problema. O problema consiste em considerar que o Estado deve apoiar o indivíduo mais talentoso em detrimento daquele com menos capacidades. Ora essa escolha acentua as desigualdades de nascimento, destruindo, em vez de criar, mais igualdade entre estes dois cidadãos. Violaria o princípio da igualdade de oportunidades e não o princípio da diferença, pois o texto é omisso em relação à contribuição do indivíduo mais talentoso e mais apoiado para o bem do outro, mais desfavorecido, não diz que essa mais valia é por si valiosa, ou que contribui para o bem geral ou outra qualquer consequência, logo, nenhuma seria possível tirar.
sábado, junho 23, 2018
Poesia da Semana: O Homem Que LÊ (Rainer Maria Rilke)
O Homem que Lê
com o seu ruído de chuva chegou às janelas.
Abstraí-me do vento lá fora:
o meu livro era difícil.
Olhei as suas páginas como rostos
que se ensombram pela profunda reflexão
e em redor da minha leitura parava o tempo. —
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz
e em vez da tímida confusão de palavras
estava: tarde, tarde... em todas elas.
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já
as longas linhas, e as palavras rolam
dos seus fios, para onde elas querem.
Então sei: sobre os jardins
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus;
o sol deve ter surgido de novo. —
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança:
o que está disperso ordena-se em poucos grupos,
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas
e estranhamente longe, como se significasse algo mais,
ouve-se o pouco que ainda acontece.
E quando agora levantar os olhos deste livro,
nada será estranho, tudo grande.
Aí fora existe o que vivo dentro de mim
e aqui e mais além nada tem fronteiras;
apenas me entreteço mais ainda com ele
quando o meu olhar se adapta às coisas
e à grave simplicidade das multidões, —
então a terra cresce acima de si mesma.
E parece que abarca todo o céu:
a primeira estrela é como a última casa.
Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Tradução de Maria João Costa Pereira
quinta-feira, junho 21, 2018
O Som que os Versos Fazem ao Abrir de 28 Mar 2018 - RTP Play - RTP
O Som que os Versos Fazem ao Abrir de 28 Mar 2018 - RTP Play - RTP
Para que se goste ainda mais de Poesia.
terça-feira, junho 19, 2018
domingo, junho 17, 2018
Ok...vamos com calma… só vos quero dizer…
BOA SORTE PESSOAL!!
sábado, junho 09, 2018
Plurais filosofias, plurais objetos.
quarta-feira, maio 30, 2018
domingo, maio 13, 2018
História da Ciência
terça-feira, maio 01, 2018
A questão de saber que normas morais devem reger as sociedades multiculturais.
sexta-feira, abril 20, 2018
A visão ética tende a procurar o universal
segunda-feira, abril 16, 2018
quinta-feira, abril 05, 2018
Bem absoluto e bem instrumental
quarta-feira, abril 04, 2018
A verdadeira origem do bem: Compaixão ou fingimento?
file:///C|/site/livros_gratis/origem_desigualdades.htm (64 of 64) [11/10/2001 19:05:32]












